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Na década de 60, o anticoncepcional surgiu com a promessa de transformar a vida das mulheres, mas será que resultou numa transformação positiva? Será que a nova “arma” contra a gravidez indesejada foi/é efetiva e benéfica às mulheres?

Fisiologicamente, já sabemos que o nível de testosterona das mulheres é reduzido, e os níveis de estrogênio são bem mais elevados em relação aos dos homens. Razões pelas quais as mulheres, geralmente, apresentam maiores dificuldades de atingir o tão sonhado físico “seco e volumoso”. Com o uso de anticoncepcionais, esse ambiente (já desfavorável a construção desse tipo de físico) torna-se uma catástrofe. A droga causa, literalmente, um desequilíbrio hormonal com efeitos extremamente deletérios à forma física e ao equilíbrio emocional e sexual da mulher.

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Em seu mecanismo de ação, resumidamente, há a indução química de uma menopausa e, claro, de todos os seus efeitos. Após a metabolização da droga, ocorre o “bloqueio da testosterona livre” devido à superprodução hepática de uma proteína chamada SHBG, que se liga ao total de testosterona presente no sangue, diminuindo assim a testosterona livre (forma efetiva do hormônio). Ou seja, a mulher tem testosterona, porém em menor quantidade e, ainda, mal utilizada.

Sem mencionar a redução da vitamina B6, B12, ácido fólico, tirosina, coenzima, Q10, selênio e magnésio, e o aumento dos níveis de estrogênio (que fisiologicamente já são elevados) e do “temido” cortisol! Essa catástrofe metabólica tem como consequência ganho de peso, diminuição do potencial hipertrófico e catabolismo facilitado, inexistência de libido, dificuldade para atingir o orgasmo, celulite, distúrbios e depressão.

A alteração da composição corporal pode ser tão expressiva que, em apenas 12 meses de uso, a mulher pode experimentar redução de 2 a 4% em sua massa muscular e aumento de 4 a 7% da massa de gordura, mesmo mantendo os mesmos hábitos alimentares e rotina de atividades.

Minhas amigas, se a situação de vocês é complicada com a presença de testo, imagine sem? Procure seu médico, nenhuma mulher é obrigada a usar essa metodologia e, atualmente, os métodos não hormonais devem ser a primeira linha de escolha para mulheres saudáveis e em atividade sexual, independentemente da idade!

REFERÊNCIAS:
Trussell J. CONTRACEPTION. 2011;83:397-404
Rev. Bras. Ginecol. Obstet. Vol.26 no 1.Rio de Janeiro Jan/Feb 2004 On- line version ISSN 1806-9339
Manual de Orientação em Anticoncepção. FEBRASGO, 2010 http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/13162/material/ANTICONCEP%C3%87%C3%83O%20-%20FEBRASGO%202010.