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As principais adaptações de treinamento para o emagrecimento

Uma das principais contribuições do treinamento físico para o emagrecimento é o aumento do gasto energético total, através de 2 principais adaptações:

Adaptações agudas
– Durante o exercício
– Durante a recuperação (EPOC)

Adaptações crônicas
– Taxa Metabólica de Basal (TMB)

Agora vamos discutir sobre esses tópicos, entretanto vou deixar as adaptações agudas durante os exercícios no texto sobre AEJ.

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CONSUMO DE OXIGÊNIO PÓS-EXERCÍCIO
Após o exercício, especialmente o intenso, os processos metabólicos demoram um tempo para retornar aos níveis basais, sendo esse processo conhecido como Consumo Excessivo de Oxigênio Pós-Exercício (“EPOC”, Excess Postexercise Oxygen Consumption). O EPOC nada mais é o aumento na utilização do oxigênio para reequilibrar as reservas energéticas utilizadas durante a atividade e restaurar os processos metabólicos basais, e pode ser dividido em componente rápido e componente lento.

Alguma das possíveis causas para o aumento do componente rápido desse EPOC são:
• Ressíntese de ATP/CP;
• Remoção do lactato e íons hidrogênio;
• Restauração do dano tecidual;
• Restauração do aumento da FC;
• Aumento da temperatura corporal.

Quanto ao componente lento do EPOC, os possíveis mecanismos são:
• Ressíntese de ATP/CP;
• Remoção do lactato;
• Restauração do dano tecidual;
• Restauração do aumento da FC;
• Aumento da temperatura corporal.

Alguns trabalhos, como o de Warren et al (2009), objetivaram avaliar os efeitos de diferentes durações e intensidades de treino, demonstrando que o exercício de alta intensidade contribui para um maior metabolismo das gorduras até 90 minutos pós-exercício (EPOC).

TAXA METABÓLICA BASAL (TMB)
Segundo Antunes e colaboradores (2005), todos os organismos vivos gastam energia na tentativa de manter a homeostase celular. O consumo diário de energia em humanos pode ser dividido em três partes: a energia consumida em repouso responde por 60-75% do gasto energético total diário, o efeito térmico dos alimentos (10%) e a atividade física (15-30%). A taxa metabólica basal (TMB) mede a quantidade mínima de energia necessária para manter as funções fisiológicas em repouso.

Como vimos anteriormente, o metabolismo basal é importante para a perda de peso, correspondendo por até 70% do gasto energético diário, como demonstrado na figura abaixo (Trexler et al, 2014). Ainda sobre o artigo de Trexler, os autores citam que exercícios de alta intensidade, como o HIIT, promovem maiores alterações no metabolismo, independente do gasto calórico durante o exercício, além de que a baixa ingestão calórica e o jejum podem diminuir a TMB, como discutido no texto sobre AEJ.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Trexler et al. Metabolic adaptation to weight loss: implications for the athlete. Journal of the International Society of Sports Nutrition 2014 11:7.

WARREN, A. et al. Postexercise fat oxidation: effect of exercise duration, intensity and modality. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, v. 19, n. 6 p. 607-623, dec. 2009.

TUCKER, Wesley J.; ANGADI, Siddhartha S.; GAESSER, Glenn A. Excess postexercise oxygen consumption after high-intensity and sprint interval exercise, and continuous steady-state exercise. The Journal of Strength & Conditioning Research, v. 30, n. 11, p. 3090-3097, 2016.

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