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As necessidades proteicas diárias sempre tiveram quantidades estipuladas na literatura, porém, uma abordagem mais recente apresentada nos estudos do pesquisador Stuart Phillips (2014), considera a ingestão de proteína na dieta levando em conta o kg de peso corporal (g ptn/kg/ref).

Fora estipulado que 20g-30g de proteína por refeição estimularia ao máximo a síntese proteica muscular, levando em consideração uma quantidade de 2,5g-3,0g de L-leucina, dentro do total proteico da refeição, para o estímulo-gatilho da síntese proteica muscular. O cálculo é baseado em 300mg de proteína por peso corporal, por refeição. Exemplo: 70kg x 0,3g = 21g de proteína. Sendo que um adulto idoso necessitaria de 0,4g: 70kg x 0,4g = 28g de proteína.

Porém, o pesquisador americano Nicolas Deutz, em conjunto com o professor Robert Wolf, defendem que o efeito anabólico de uma refeição depende de quanto a síntese proteica é estimulada e de quanto o catabolismo é reduzido para que se tenha um maior balanço nitrogenado.

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Em 2015, Kim e colaboradores compararam o efeito de 40g de proteína versus 70g de proteína ingeridos em uma refeição completa sobre as variáveis do balanço nitrogenado. Foi observado que a síntese proteica não apresentou diferença entre as quantidades, mas o catabolismo proteico foi reduzido com 70g de proteína, assim como o balanço nitrogenado foi positivo, demonstrando que o limite de absorção proteica não é de 30g de proteína por refeição.

Desta forma o nutricionista é o profissional que tem a capacidade de adequar a dieta e a suplementação para qualquer tipo de objetivo, seja estético, performance ou saúde.

Referências:

Nicolaas E. Deutz, Robert R. Wolfe. Is there a maximal anabolic response to protein intake with a meal? Clinical Nutrition 32 (2013) 309e313

Kim IY, Schutzler S, Schrader A, Spencer HJ, Azhar G, Ferrando AA, Wolfe RR. The anabolic response to a meal containing different amounts of protein is not limited by the maximal stimulation of protein synthesis in healthy young adults. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2016 Jan 1;310(1)