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Diversos estudos científicos têm mostrado que a obesidade acarreta muitas complicações, conhecidas atualmente como desordem metabólica, na qual desequilíbrios fisiológicos promovem acúmulo de gordura corporal, gerando efeitos deletérios ao indivíduo, como baixa autoestima, depressão, diabetes mellitus tipo II, etc.

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Assim, estratégias que possam colaborar para diminuir esses altos impactos negativos da obesidade podem ser interessantes.

Em 2013, pesquisadores norte-americanos estudaram os efeitos da utilização de Citrus aurantium, uma fruta cítrica, também conhecida como laranja amarga, e da Rhodiola rosea, planta nativa da Sibéria ártica, sobre o tecido adiposo de ratos obesos. Os autores notaram que a combinação dos dois ingredientes gerou redução de cerca de 10% no apetite ao longo de 10 dias, bem como redução de 30% no tecido adiposo, quando comparada ao uso isolado de cada um dos dois ingredientes. Vale lembrar, porém, que essa redução de tecido adiposo significa a redução em relação aos ratos obesos, comparando-os aos outros. É preciso ter muita cautela ao interpretar esses resultados e imaginar uma redução de 30% de tecido adiposo em humanos, pois as chances de isso acontecer são, de fato, baixíssimas.

Então, qual a lição que fica para nós? Que, sim, existem estratégias a ser utilizadas para otimizar a perda de gordura corporal, porém, como sempre digo: a base precisa estar sólida. Se sua alimentação estiver desequilibrada e você não fizer atividades físicas, as chances de redução da gordura corporal vão diminuir imensamente! Então, antes de se preocupar com a cereja do bolo, preocupe-se com a massa.

Referências bibliográficas:

VERPEUT, J. L.; WALTERS, A. L.; BELLO, N. T. Citrus aurantium and Radhiola rosea in combination reduce visceral white adipose tissue and increase hypothalamic norepinefrine in a rat model of diet-induced obesity. Nutr Res, v. 33, n. 6, p. 503-12, 2013.