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Após o término de alguma atividade física, o consumo de O2 pode não retornar aos valores de repouso imediatamente. Essa demanda energética durante o período de recuperação após o exercício é conhecida como consumo excessivo de oxigênio após o exercício (EPOC), e esse consumo é uma das variáveis que pode influenciar no processo de perda de peso, aumentando o gasto calórico total.

É importante salientar que EPOC é apenas uma parte do processo de emagrecimento

O EPOC pode permanecer aumentado por alguns motivos: ressíntese de ATP/CP, remoção dos metabólitos acumulados durante o exercício (lactato, H+, etc.), restauração do dano tecidual, restauração do aumento de FC e temperatura corporal, ressíntese de glicogênio, entre outros fatores.

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Em um estudo clássico, Bahr et al (1992) demonstraram que 3 séries de 2 minutos de exercícios na bicicleta a uma intensidade de 108% Vo2Max aumentaram o EPOC por até 4 horas pós-esforço, enquanto 2 séries x 2 minutos aumentaram o EPOC até 60 minutos pós esforço, e 1 série x 2 minutos aumentou por até 30 minutos pós-esforço. Já Laforgia et al (1985) demonstraram que uma corrida contínua de 30 minutos a 70% do Vo2Max elevou o EPOC 7,1% enquanto um protocolo de corrida intermitente de 20 séries de 1 minuto de esforço a 105% Vo2Max elevou o EPOC em 13,8%.

Como podemos observar, tipo de exercício, intensidade e outras variáveis podem influenciar o EPOC. Futuramente iremos discorrer sobre essas variáveis e seus possíveis efeitos nesse processo.

REFERENCIAS:
Bahr R., et al. Effect of supramaximal exercise on excess postexercise O2 consumption. Med Sci Sports Exerc. 1992 Jan;24(1):66-71.
Laforgia et al (1995). Comparison of energy expenditure elevations after submaximal and supramaximal running. J Appl Physiol (1997) Feb;82(2):661-6.