Conhecimento técnico e científico do universo fitness e bodybuilding.

Uma grande parcela da população está interessada em fazer dieta, usar suplementos e treinar para melhorar a estética e a saúde.

O principal nutriente que participa da manutenção e aumento da massa muscular é a proteína. A palavra proteína tem sua origem no grego “protídeos” que significa “de primordial importância, pois são necessárias na produção de tecidos corporais como por exemplo: órgãos, pele, cabelos, unhas, enzimas e músculos.

Bioquimicamente, são macromoléculas compostas de uma ou mais cadeias polipeptídicas, cada uma possuindo uma sequência de aminoácidos e nestes temos a classificação: aminoácidos essenciais, condicionalmente essenciais e os não essenciais.

SAIBA MAIS:
10 ERROS COMUNS QUE INTERFEREM NA HIPERTROFIA
CONHEÇA OS PRODUTOS DA INTEGRALMÉDICA

Os aminoácidos não essenciais podem ser produzidos pelo organismo, os condicionalmente essenciais como glutamina e arginina, podem ser tornar essenciais dependendo da situação corporal do indivíduo, como por exemplo: pacientes debilitados em hospital com catabolismo severo podem necessitar de maiores quantidades destes aminoácidos e finalmente os 9 aminoácidos essenciais valina, leucina, isoleucina, triptofano, treonina, metionina, lisina, histidina e fenilalanina (são aqueles que o corpo não consegue produzir) e devem ser oferecidos pela alimentação/suplementação, para a manutenção da síntese proteica corporal.

Atualmente na literatura científica sabe-se que para ter um estímulo eficaz da síntese proteica e aumento de massa muscular muscular, os aminoácidos essenciais são os maiores estimuladores. Desta forma, se entende que uma mistura de aminoácidos essenciais se tornam uma forma prática e rápida para o estímulo do anabolismo muscular em qualquer momento do dia (1) e que podem ser uma alternativa a utilização de proteínas em pó, pois os efeitos entre os aminoácidos essenciais são similares quando comparados com a Whey Protein (2).

O uso dos aminoácidos essenciais se torna bem prático, pois podem ser misturados em água ou bebida de preferência, além de serem fáceis de usar com carboidratos e creatina e já possuirem em sua constituição os 3 BCAAs (Isoleucina, Leucina e Valina), que podem ser usados por pessoas que possuem intolerância a lactose e alergia as proteínas do whey protein. Outro ponto positivo é que o valor calórico reduzido das doses de aminoácidos também podem compor a dieta para perda de peso.

O nutricionista pode ajustar o cálculo da dieta com e adequar a suplementação de proteínas e aminoácidos essenciais para auxiliar no ganho de massa muscular.

Referências bibliográficas:
1.Borsheim E, Tipton KD, Wolf SE, and Wolfe RR. Essential amino acids and muscle protein recovery from resistance exercise. Am J Physiol Endocrinol Metab 283: E648–E657, 2002.

2.Douglas Paddon-Jones, Melinda Sheffield-Moore, Christos S. Katsanos, Xiao-Jun Zhang, Robert R. Wolfe. Differential stimulation of muscle protein synthesis in elderly humans following isocaloric ingestion of amino acids or whey protein. Experimental Gerontology 41 (2006) 215–219.