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O treinamento de força gera diversos tipos de estresse ao organismo, muitos deles são desejáveis, pois o nosso organismo consegue se adaptar a essas agressões e gerar benefícios ao nosso corpo, porém alguns tipos de estresse não são bem vindos, como por exemplo a geração exacerbada de espécies reativas de oxigênio, moléculas instáveis que podem gerar danos ao nosso organismo, inclusive lesionando ou demorando mais para gerar uma recuperação muscular.

Assim, estratégias que possam minimizar esses prejuízos ao nosso organismo são sempre bem-vindas. Dentre as alternativas, ao que tudo indica os artigos científicos, a suplementação com taurina parece ser uma estratégia bem interessante. A taurina é um aminoácido derivado do metabolismo da cisteína e possui um papel antioxidante que pode auxiliar nessa redução de espécies reativas de oxigênio.

Um estudo de pesquisadores do sul do país demonstrou que a suplementação de 50 mg/kg de peso corporal com taurina (para uma pessoa de 70 kg isso corresponde a 3,5g de taurina) foi capaz de modular alguns indicadores de estresse do organismo após diversas sessões de exercícios.

Os autores observaram melhoras nos indicadores de lesão celular, como a enzima lactato desidrogenase (LDH), bem como da creatina quinase (CK). Também viram que os danos vindos do estresse oxidativo (carbonilação de proteínas) foi menor no grupo que suplementou com taurina em vez do placebo.

E por último, mas não menos importante, os autores observaram que as dores musculares pós exercício foram menores nos indivíduos suplementados com taurina, e também identificaram um percentual maior de força concêntrica, bem como na força isométrica dos indivíduos.

Assim como a taurina é essencial para as funções normais do músculo esquelético, as pesquisas científicas estão demonstrando que a sua suplementação também parece ser interessante, como uma forma de melhorar e recuperar a musculatura pós-treino, e também manter a força muscular elevada.

Nos vemos na próxima, até mais pessoal!

Referências bibliográficas
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24383513